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Belos tempos estes, que tantas leituras me concederam! Ok, tive de deixar de ver TV (quando se pode meter tudo a gravar, o "está na hora da minha série" deixa de existir...), porque -por enquanto- o dia tem só 24 horas, metade das quais passo a dormir (um pouco menos de metade...) e umas quantas a (tentar) trabalhar (escuso-me a dizer em quê). Mas, bolas, viciei-me nas leituras!
Não me vou pôr a dissertar sobre as carradas de páginas que folheei (pelo menos, todas), mas deixo-vos um cheirinho da minha biblioteca de verão (aka mesa de cabeceira do meu lado da cama): 13 gotas ao deitar; A sul da Fronteira, a Oeste do Sol; O historiador; Are you ladrating to me ??? (dispensa apresentações! :D); A escriba; Rosa Brava; A solidão dos números primos...e, bem, eu sei que haverá mais algum esquecido algures nas minhas ramificações nervosas...
Na forja, está a leitura de três livros (que querem, agora ganhei a mania de ler vários livros diferentes mais ou menos ao mesmo tempo -depende dos apetites literários da noite): O Livro de Safira; 1804 (como uma rainha louca e um principe medroso mudaram a história de Portugal e do Brasil - ou algo assim- de Laurentino Nãseiquantos) e, começado ontem à noite, A Quinta dos Animais (de Orwell).
-Porquê três livros, gaja, não tens mais nada que fazer? - perguntarão alguns.
Bem, porque comecei o Livro de Safira e o tema (Muçulmanos e Corão vs Judeus e Torah, nos tempos dos Reis Católicos, que lançaram a Inquisição em Espanha) acabou a maçar-me. E porque O Historiador, com a sua procura da tumba de Vlad Dracula, andava a berrar-me lá da estante.
Ainda sem vontade de regressar às discussões teológicas (em que as personagens acabam sempre concluindo que, como se costuma dizer, "muda a merda mas o cheiro é o mesmo") medievais, reparei que tinha o 1804 (não confundir com o 1984 de Orwell!) em fila de espera! E não é que comecei a gostar do raio do livro do Laurentino não sei quantos?! E que aprendi uma data de coisas novas?! E que reacendi aquele gostinho pela História de Portugal?! E que, logo nas primeiras páginas, cheguei à conclusão imediata que Portugal e os Portugueses pouco mudaram desde então (o pensamento onde é que eu já vi isto?! não parava de me martelar o crânio - tá bom, também podia ser uma enxaqueca a fazê-lo, mas...)???
Só que, pelo meio meteu-se a constatação de que o meu exemplar do 1984 (não confundir com 1804, ano da chegada do medroso e da maluca ao Brasil) deu o sumiço (alguém o levou emprestado?? favor devolver!). Foi então, que um grunhidozinho (tipo Ronc Ronc Ronc) saiu das estantes...
E, lá estava ele, esquecido! A mais recente tradução do Animal Farm: a fairy tale de George Orwell, erradamente e panfletariamente (a associação não é minha) "traduzida" anteriormente como O Triunfo dos Porcos. Esta edição adopta o nome original, A Quinta dos Animais, embora não recupere o subtítulo. Apesar de ter sido escrito em meados da década de 40 do século vinte, é assustadoramente actual...
Camuflado de fábula (contos, ou estórias, em que os animais falam e ganham características humanas), o livro parece ser uma crítica ao regime de Estaline, segundo o pomposo prefácio...caraças, mas não podem deixar os contos de fadas e as fábulas serem-no simplesmente? Têm logo de meter paralelos com a realidade à mistura?? Eu quero lá saber quem é que Orwell criticava, se Estaline se Lenine se Napoleão se o Sócrates...!!! Não posso ler o texto como aquilo que é à primeira vista? Uma fábula onde os animais de uma quinta se revoltam contra o ser humano? Um conto onde se chega de imediato à conclusão de que só existem tiranos porque entre as massas convive uma propensão a seguir líderes sem os questionar (tipo os Anjos da série Sobrenatural, por exemplo...? tipo os partidários mais ferrenhos?... género as claques de futebol?...os exemplos multiplicam-se-me...)? Hãn?
Enfim, espero que no final desta maratona de leituras não me ponha a confundir tudo. Embora seja capaz de já estar a achar que, no fundo, até se confunde...
Ps - o poste é grande? podem deixar as vossas reclamações n'Os Dedos do Rei da Lã e no Quiproquo da Tete, porque foram eles, por esta ordem, que me fizeram batucar o teclado.
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10 assim falaram:
Ah...podes voltar a repetir tudo? Mas agora mais devagar???
Digo-te desde já que "O livro de Safira" é muito bom. Já li há uns anos e gostei mesmo muito. Recomendo.
Beijinhos!
Todos os animais são iguais mas uns são mais iguais que outros, Orwell não poderia ter sido mais visionário, boas escolhas :)
Excelentes escolhas, sim, Vani! E variadas, como também gosto! :)))
Adooorei esse "O Triunfo dos Porcos" (aka, "Quinta dos Animais"), que já li há um porradão de anos! E sim, também me parece muito actual... (aliás, até comprei recentemente, para o reler)
Também já li o 13 gotas e o do Rauf, mas não acabei de ler o 1804 de Laurentino Gomes. Por uma razão simples: ele é jornalista, não historiador. E analisa a história do início do século XIX, como se ela ocorresse nos dias do hoje, o que para mim, esquisita que sou com pormenores históricos, é um erro mais que crasso!
Eh, eh, eh e também tenho o "Historiador" e "A solidão dos números primos" em fila de espera... :D
Beijocas!
Mel: T-U-D-O... pronto, já repeti tudo mais devagar. Acho... :DDDDD beijinhooooooooooo!
Match, acredito que seja, mas como já li imensos livros que têm a mesma fórmula, apetece-me variar um bocado :D. Estou um bocado farta do tema judeus vs muçulmanos...
LBJ, e pensar que ele estava "apenas" a criticar a rússia de estaline...
Tete, ainda vou só no ínicio do 1804, mas estou a ser confrontada com vários factos que desconhecia ou que já não lembrava. Mas ainda estou só nas primeiras páginas. Porque dizes q ele analisa a história como se fosse nos dias de hoje?
O historiador tem História que nunca mais acaba :D, especialmente da conquista do império bizantino pelos otomanos e da época da cortina de ferro. A autora deve ter tido um trabalhão, para além das viagens que fez de modo a assegurar uma descrição mais vivida das várias cidades europeias (e turca) por onde as personagens vão passando. Depois me dirás o que achaste! ;-) Não avanço com a minha opinião, para não influenciar a tua nem revelar-te nada que não deva! :D
A solidão dos números primos é lindo. Segundo uma tia minha, é impressionante como um jovem físico de 26 anos (se não me engano) revela tanta maturidade e profundidade. Claro que isso deu logo discussão, qd se passou para o tema "os cientistas não sabem escrever" e "escrever artigos e teses é muito mais fácil do que escrever um livro"...e mais não digo...aviso, só, que o livro tem uma carga emocional negativa muito forte :) Se estiveres em dia não, não o leias! :D Mas, é lindo. ;-)
Beijokitas!
no final das tua leituras deve existir uma história engraçada na tua cabeça...
Bem, vicio, o jove disse-me que eu, esta noite, berrei "ou páras com isso ou chamo a policia!!" Não sei se haverá alguma relação... :DDD
Olá olá...
É pá.. O Historiador não é mau... mas muuuuuuuuuuito comprido... Não bate em nada o Drácula de Bram Stoker, esse sim Fenomenal!!!
Beijocas, Dé
O historiador é muito bom! Enorme, mas lê-se num ápice. Eu gostei muito.
Dos outros que mencionas, só li o do Rafeiro ;)
Ah, e se um dia encontrares o 'Salto Mortal' da marion zimmer bradley, lê. É uma história lindíssima, embora a trama possa chocar os mais puritanos pois trata-se de um amor homossexual.
Beijos
Dédinha, eu gostei muito do Historiador :D só não fui muito à bola como final. :) Também li o Drácula de bram stoker e adorei, mas acho que são livros diferentes. O drácula do bram stoker é ficção, enquanto que o historiador mistura História com Ficção. Gostei imenso de ambos! :D Beijinhooooooooooooos!
Safira, concordo, lê-se num àpice! :D Embora não tenha gostado muito do final... :D
Já li o salto mortal da Marion zimmer bradley há uns dez anos! :D Adorei!!! Mas os fãs não acharam piada e exigiram que ela voltasse ao registo de fantasia/ficção científica a que os habituou. Mas mesmo assim, adorei, tal como adorei as brumas de avalon e, o meu preferido dela, Presságio de Fogo (sobre a queda de tróia). ihihih! :)
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