1 de Outubro de 2011

Esta gaja tinha era mimo a mais...


Há muitos, muitos anos atrás (tá bem, não foi assim há tantos, mas estou a chegar àquela idade em que só faltam 5 prós 40, ainda não tenho progenitura sequer, por isso, neste momento, a infância é uma doce e melancólica recordação muito distante...snif!), informei a vizinha do andar de cima que queria ir pra casa. Convém acrescentar que os meus pais tinham saído e que a vizinha estava a fazer de babá de uma das crianças mais terríveis que já pisaram a face da terra (sim, eu...segundo os meus pais, 4 avós, tios, tios-avós, bisavós, primos em 1o, 2o, 3o grau... enfim, perguntem à famelga que ela confirma os factos que aqui relato como me foram contados a mim - não estavam à espera que me lembrasse de tão brilhantes e hilários feitos, estavam? :D). A vizinha, solícita, disse-me carinhosamente (ok, isto aqui sou eu a encher a narrativa de floreados...) que a mamã e o papá tinham ido ali ao lado, que já vinham e que eu só tinha de ser um caditinho paciente. Só que, paciência era algo que não me assistia na altura (nem assiste agora, eu cá sou um sai da frente ó Guedes constante!), e, na minha lógica de criança de três (? este facto ainda tenho de confirmar) anos de idade, o "já vêm" estava a demorar muito. Demasiado. E, como já disse, paciência nunca foi o meu forte. Queria ir para casa. Já. Agora. Imediatamente. 
Se bem o pensei (dizem), melhor o fiz (dizem também): quando os meus pais chegaram perto do prédio, foram dar com o seu primeiro rebento empoleirado nas grades de segurança da varanda do andar da vizinha. A razão era simples (na minha lógica de criança de 3? anos, claro): nós morávamos no andar imediatamente por baixo + eu queria ir para casa = já que o raio da vizinha não me levava, ia sozinha = já que não me abriam a porta, ia por um caminho alternativo = decidi pular da varanda dela para a minha. Pois.Agora imaginem que são papás, acabam de chegar de um cadito de relax e vão dar com o espectáculo da filha mais velha empoleirada nas grades da varanda da vizinha, já com mais corpo para cá do que para lá.




Ah! e chamava goinda goinda aos relógios! :P




Ps - como podem constatar, o episódio acabou em bem. Mais de 30 anos volvidos estou aqui para o contar, tal como é contado nos anais da famelga, juntamente com outros episódios muito pouco abonatórios à minha pessoa.


Ps2 - a minha mãe confessou-nos que mal se lembra da infância da minha irmã mais nova; a minha, no entanto, está-lhe gravadinha na mente! Para sempre. "Pois, foste o primeiro trauma", comentou a minha mana, que sempre foi a mais sossegada e ajuizada das duas (o que lhe deu um jeitaço para se escapulir de casa, pular varandas na adolescência, pisgar-se para onde bem entendesse e voltar sempre com aquela carinha laroca e loira de pessoa muito bem comportada...).
;)




Nota: esta foi a resposta que eu dei ao passatempo do Os Homens Precisam de Mimo ;) Já agora, aconselho vivamente a sua leitura: riso, choro, sorriso, lagrimita marota, concordância, discordância, medo, alegria, vontades, identificação, enfim, está lá tudo. 

11 assim falaram:

Mirian Martin disse...

Caraca! Não sei como a sua mãe sobreviveu a isso! Você, naquela idade, os anjos ou sei lá quem, tem o hábito de proteger.
Mas as pobres mamães... Sobram sempre os traumas...

:)

beijocas

Ana disse...

LOOOOOOL :D fui terrível,sem dúvida nenhuma :D

Beijinho, Mirian! :D

Mel disse...

Eu acho é fantástica a esperança dos teus pais, fabricarem 1 segundo filho(a) para tentarem salvar a própria descendência!

Ana disse...

LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL :D

Teté disse...

Estás QUASE a chegar àquela idade em que só faltam 5 prós 40??? Pffff... :P

Não sei porquê há sempre 10 mil histórias sobre "a criança mais terrível do planeta" em cada famelga e esta é a primeira que conheço em que a protagonista és tu! :)))

(isto, está claro, se não for em concursos televisivos em que a família seja convidada a falar sobre aquele seu rebento, que aí já é o mais encantador do planeta...) :D

Quanto à dica do livro, pronto, está anotada!

Beijocas!

Ana disse...

Teté, ahahahaha, esta é só uma entre muitas :D LOOOOl ;) beijinhos, lindaaa! :D


ps - pois, LOL, é a crise da meia meia idade :D

Isa disse...

Peste!:p

Ana disse...

Isa, com muito gosto! AHAHAHAHA

o anão gigante disse...

:)

Ana disse...

Ananito, sorri-te sorri-te (ia a dizer ri-te ri-te mas de facto não te estás a rir... :D)... espera até teres uma igual... muahahahahahaha!

Ana disse...

Não me acharam piada... :P paciência!

tenho de me lembrar de cenas piores... saltar de uma varanda não é suf... :P